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ISABEL MORAIS RIBEIRO FONSECA

castelafonseca@sapo.pt

O HOMEM CAMINHA SÓ OU NÃO

O HOMEM CAMINHA SÓ OU NÃO

Ditadores de um sonho já muito sombrio
O homem caminha sobre as palavras
Na invisível rotina, que ilumina o caminho
Entre a dolorosa seta que cerca a sua alma
Descansa na sua fé de intocável mundo
Pintou de sangue a sua própria  liberdade
A noite desenhou o céu num manto branco
Nos telhados feitos de saudade ou lamento
Caminha num chão alheio ao seu corpo ferido
Guerreiro que vive já no meio da tempestade
Alquimista quando cai a noite no noturno luar
Ansiosa frente de forma na inesperada poesia
Onde falhou o poeta, o homem que não caminha
No descontentamento, emoção do deslumbramento
Árvore estéril que usou a seiva para fazer-se renascer
Inesperado olhar desajeitado sem medo, sem barreiras
Ele queria simplesmente um amor antes que o engolisse a terra.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca