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ISABEL MORAIS RIBEIRO FONSECA

castelafonseca@sapo.pt

O VELHO DA BANDEIRA


Colori a minha linda bandeira

De papoilas vermelhas no verde campo

Entre o trigo, a cevada e o centeio

Feita da mais pura seda já vista algum dia

Vejo a partir da minha janela um velho

De olhos enrugados com pedaços do céu

Com o coração aberto ao longo inverno

Talvez à espera do quente verão

Tarde em silêncio, misturada de oração

Caminhada alegre, tocando o chão

Oprimido, anda nas tramas do seu corpo

Cronologia alinhada de uma metáfora fragmentada

Dignidade presumida de um vendaval

Terapia de discursos roubados em sonhos de liberdade

Incontrolável sentença, na sua débil resistência.