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ISABEL MORAIS RIBEIRO FONSECA

castelafonseca@sapo.pt

O VENTO

O vento levava a areia fustigada
Já por mim do meu ventre lacerado
Pelo tempo do meu passado
Nas sombras que me cegavam
Para beber o vinho quente
Dum amor, quasse morto
De dor, de saudade ou de nada
Nos flocos de ternura que me davas
Pintando-me de cores a minha alma
Num oásis de um poema em verso
Onde a minha casa és tu, é o teu coração
Mas o tempo fatiga-me de dores
O vento tenta ferozmente levá-las para longe
Onde sou apenas solidão mas quem sabe
Se o amor volta para renascer de novo.