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ISABEL MORAIS RIBEIRO FONSECA

castelafonseca@sapo.pt

OUTONO MEU


Outono, outono meu

Quero entregar-te os meus delírios


Nas ruas do nosso outono

Onde os nossos passos vão ficar


Folhas do abandono pelo chão

Que um dia o vento vai levar


Os nossos olhos verão tudo a mudar

E eu escreveria um livro só para te ver chegar


Se eu te fosse contar, antes de te encontrar

Subiria os montes, desceria as ladeiras


Enfrentaria perigos, sentiria a força vento 

A romper a fúria de uma tormenta


Molharia o corpo neste mar profundo

Dormiria com o teu olhar, perderia a noção das horas


Se as ruas do nosso outono pudessem

Despiriam as vestes da hipocrisia em folhas