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ISABEL MORAIS RIBEIRO FONSECA

castelafonseca@sapo.pt

PEÇA

Cada peça de teatro
É uma estrada
Mas sem pausa
Para as almas
Com palavras
Fingindo anestesia
Enquanto os desejos
Ficam sem aspiração
Traiçoeiro, silencioso
Covardia venenosa
Dos sentidos instintos
Fardo envenenado
Que gangrena os dias
Nos infernos profundos
Entre tribo das peças
De covardes mutilados
Que mal vivem os incautos
Com a seiva derramada.