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ISABEL MORAIS RIBEIRO FONSECA

castelafonseca@sapo.pt

PERCO-ME

Perco-me pelos carris do teu corpo
Enquanto a minha poesia te veste
Onde moras em silêncio em todos
Os espaços da minha branca pele

E em todas as palavras da minha boca
Embrulhadas entre o mel e o fel
Intensos fogos nos consomem a carne
Santifica a tua boca enquando me chamas

Lançando sementes no meu coração
Num caminho feito até a lua de nudez
Universo dos teus braços em abraços
Desta fome sentida unhas cravadas em ti

Vestindo-me de alegria no verbo amar
Despindo- te com os olhos em palavras
Que tanto gostas amor de me ouvir dizer
Semeaste de mel a primavera no meu peito

Enquanto me perdia pelos carris de ti
No metal quente do teu corpo.