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ISABEL MORAIS RIBEIRO FONSECA

castelafonseca@sapo.pt

POIS QUANDO

Quando eu morrer
A relva voltará a nascer
Os pássaros continuarão a cantar
As flores voltarão a nascer
Os moragueiros darão saborosos morangos
As cerejeiras doces cerejas
O sol nascerá todas as manhãs
A lua estará brilhante como sempre
As vendimas serão em setembro
O mar estará no seu lugar
As prendas serão dadas no Natal
Os filhos dos meus filhos nascerão
E os meus netos com certeza virão
E eu serei uma poesia numa fraga
Na serra onde as minhas cinzas estarão
Não chorem pois fui muito feliz
E estarei nas mãos de Deus