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ISABEL MORAIS RIBEIRO FONSECA

castelafonseca@sapo.pt

PORQUE ESCREVO

Escrevo porque

As palavras são fragas

Sem versos, sem vida

Escrevo porque

As palavras são tempestade

Sem pátria, sem espírito

Escrevo porque

As palavras são asas

Cruzes de ninguém em sangue roxo

Escrevo porque

As palavras são penas

Chagas podres no silêncio do vento

Escrevo porque

As palavras são pedras

Duras de afagos, mudas sem grito

Escrevo porque

As palavras são dor

Entre fogos, insanos sem sono.

Escrevo porque

As palavras são liberdade

Escritas, reescritas, lidas, relidas