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ISABEL MORAIS RIBEIRO FONSECA

castelafonseca@sapo.pt

PÉS DESCALÇOS PASSOS FURTIVOS

Pés descalços em passos furtivos

A chuva cobre-me na indecisão do tempo

Horas reprimidas na sonolenta noite

Instantes de esperas que escraviza a força

No silencio estremece o caminho da alma

Reticências cúmplices nos passos furtivos

Beijo faminto de um solitário ceifador

Que prega na escuridão da nossa mente

Amanhece por caminhos desconhecidos

Nas esquinas dos pensamentos sombrios

De devaneios surdos em pérolas perdidas

Insensatez desejada entre as rimas das palavras

Tatuada no contorno da alma dos pés descalços

Passos furtivos do lobo refém no corpo adormecido

Entre por leves caminhos nas margens do rio que tenho

Palavra sussurrada de gestos, de anseios nocturnos

De estrelas, nas noites e nas manhãs desvanecidas

Pés descalços horas reprimidas na sonolenta noite

A chuva cobre-me os meus passos furtivos.