Loading

ISABEL MORAIS RIBEIRO FONSECA

castelafonseca@sapo.pt

RASGO

RASGO


Rasgo o sombrio de mim

Na saudade de um espasmo


Degredo esquecido em mim

Solto nos rastros perdidos


Procurei esquecer a dor

Que me atormenta no espaço


Escondido nos sonhos

Que no tormento flagela


Os meus dias, noites sem dormir

Feito de novelos que fia a dor


No crepúsculo do vento

Quimeras de sombras


Que cobrem apenas a tua ausência

Para rasgar a dor que sinto


Quando não estou contigo.