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ISABEL MORAIS RIBEIRO FONSECA

castelafonseca@sapo.pt

"RELER-TE"


Quero escrever letras engarrafadas

Fazer um poema no teu corpo

Com a ponta dos meus dedos

Seres sempre o meu poema predilecto

Onde eu gosto de ler-te e reler-te

Em cada verso que faço

Afinal moras na margem esquerda do meu peito

Onde permaneces inteiro

No final se recortares em pedaços

Cada palavra que escrevo

Irás encontrar o teu nome

Escondido em cada letra do meu poema

Porque é assim que o teu corpo escreve no meu

O significado das palavras

Páginas escritas para sempre

Onde posso folhear os teus livros de letras minhas

Escrever um poema no teu corpo

Sem ser uma tatuagem permanente!