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ISABEL MORAIS RIBEIRO FONSECA

castelafonseca@sapo.pt

REMENDO

O meu corpo ferido
Visto-me de poesia
Onde coso e remendo
Com as linhas da lua

Coso com amor
Coso com paciência
Coso todos os trapos
Que me cobrem o corpo

Coso, remendo, rasgo
Esta desalinhada mente
Enquanto coso
Vou-me encostando a ti

Para não coser sozinha
Neste meu remendado passo
Das insónias em ponto cruz
Coso rasgo e remendo

Enquanto me deito contigo.

Quando a dor é demais
Bendito o amor que nos dá asas