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ISABEL MORAIS RIBEIRO FONSECA

castelafonseca@sapo.pt

SÓ DEUS SABE


A luz do sol cega-me os olhos

O silêncio torna-me numa voz rouca

Só Deus sabe da porta entreaberta

Do relâmpago de ansiedade no silêncio

Viagem selvagem do retorno amargo

Enigma do mundo de uma privacidade

Bajulada escondida num paraíso de aparência.

Prisioneiros da ignorância oculta imperfeita

Doentes desencantados na alma, no corpo

Cada vez mais perto do abismo da mediocridade

Subjugados por voos de uma estranha nostalgia

Das palavras deixadas num espelho sem ausência

Confinadas as fantasias fora da realidade em pedaços

De uma luta que interrompe um vazio, de uma dor do passado

A luz cega-me os olhos, o silêncio torna-me, só Deus sabe.