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ISABEL MORAIS RIBEIRO FONSECA

castelafonseca@sapo.pt

"SEI DE TI, SEI DE TI"

As trevas persistem no nosso caminho

São as tormentas que sempre desesperam

Na chegada submissa do nosso desespero

Bocados, pedaços de uma curta existência

Amei-te tanto como sempre quis amar-te

Desejo-te tanto como sempre te desejei

Só sei de ti pelas flores do nosso jardim

Só sei de ti pelo murmúrio na água da fonte

As trevas corrompem a estrada de fragas

As giestas gritam de dor entre as quimeras

Canteiros espezinhados que rasgam as vestes

Alagam e apedrejam a imbecilidade do poeta

Sei de ti pelo uivo do lobo, na serra, no monte

Sei de ti pelo vento que trás a tempestade de neve

Sei de ti pelo murmúrio das flores em desespero

Sei de ti pelas águas que correm no rio do sonho.