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ISABEL MORAIS RIBEIRO FONSECA

castelafonseca@sapo.pt

SEI QUE

Os espectros da noite
Tiram o sono na sepultura
Aberta que sossega a vida
Da solidão dos eleitos
Entre as labaredas cortantes
Aprodecem em desespero
Num som longínquo de morder
As cordas em exaustão
Condenados a apodrecer no passado
Nas asas do esquecimento
Perdidos pelos mistérios da alma
Viajante entre o céu e o inferno
Aéreas submissas da morte ceifada
Corpo nu sem sombras no inverno trémulo
Num túmulo vazio entrará coberto
De retalhos de pano novo ou velho
Quem sabe, quem quer saber das horas
Já fatigado, já morto de expressões
Doentias onde cada noite é uma tortura
Vivida em agonia envelhecendo o relógio
De areia, do inferno dos iluminados.

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