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ISABEL MORAIS RIBEIRO FONSECA

castelafonseca@sapo.pt

SILÊNCIO DE GRITOS

Silêncio de gritos na alma
Invisiveis no nevoeiro
Momentos de tantos olhares
Nesta neblina da serra
Onde juraste amar-me para sempre
Sinto-me viva, talvez inacabada
Desta tristeza perversa
Entre a seiva que adormece ao sol
Nas lágrimas que escorrem nos sulcos
Mergulhos de poesia entre as paisagens
Da minha, da tua imaginação
Paraíso de ilusão na serra do silêncio
Como um amor esquecido no intenso nevoeiro.

Mia Rimofo