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ISABEL MORAIS RIBEIRO FONSECA

castelafonseca@sapo.pt

SOLDADO GUERREIRO


Guerreiro ferido de um lar distante
De cabeça rapada, quase louco
Onde foge da morte certa
Como escravo cativo
De tantas, tantas incertezas
Soldados escondidos entre os corpos
Moribundos abandonados
À sua sorte tantas vezes
Onde a besta cobiça
Os seus frágeis corpos
De cabeças rapadas
Para não ficarem cheias de bichos
Da fome sentida no corpo
Sujos cheios de lama
Onde as lágrimas estão enferrujadas
De dor, de saudade
Lembranças que assaltam as suas mentes
Já fragilizadas com as lâminas de aço
Que lhes fere com intensidade a alma
Tantas vezes o coração, soldado guerreiro
Grita no vento todo o seu desalento.