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ISABEL MORAIS RIBEIRO FONSECA

castelafonseca@sapo.pt

SOU UM MONGE

Sou um monge, um espírito
Que múrmura em silêncio
Um espectro agarrado a vida
Uma sombra escura nas falecidas
Esperanças de noturna luz
Filha esquecida lá na serra
No lúgubre perdido entre os lobos
Negra cruz de fraga que carrego
Neste corpo já tão castigado pela vida
Morte entre os ombros que chora
A saudade pelos sonhos que vai sonhando
Múrmura a felicidade que sente falta.