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ISABEL MORAIS RIBEIRO FONSECA

castelafonseca@sapo.pt

TEIA DE COR

TEIA DE COR

Fado meu tocado cantado
Escrito no perfume das palavras
No soletrar de todas as sílabas
Da quente e doce madrugada
Com os ritmos do sol do verão
Para pernoitar em mim escondido
Na alegre cor do fim da tarde.
Acerto na sílaba do meu relógio
Do meu tempo ou talvez do teu
Onde me invento de mim própria
Incendeio-me, para me extinguir
Mas volto a incendiar-me no teus
Fortes braços, vagueando a mente
Embalo no meu corpo com o teu
Dança perfeita num abraço terno
Desenho corpos presos, suados
Como uma teia de cor numa tela
Esboço de ternura entre beijos
Dados com tanto desejo da vida
Sentimentos rendidos ao amores
Já tão sentido como desejado fado.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca