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ISABEL MORAIS RIBEIRO FONSECA

castelafonseca@sapo.pt

TERRA

TERRA

Quando eu morrer
Não me pesará
O mármore velho
Estarão já gastas
Todas as lágrimas
Verdadeiras ou não
Quando eu morrer
Voarei nas asas
Do meu lamento
Aladas coloridas
Cores das papolias
Entre o trigo ou cevada
Que se perdem
Caminho entre as fragas
Ao longo do tempo
Quando eu morrer
Serei uma sombra
Nos vendavais do vento
Plantada nos símbolos
De uma qualquer terra
Raízes profundas de mim
Num corpo já esquecido
Que o tempo tratou de esconder.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca