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ISABEL MORAIS RIBEIRO FONSECA

castelafonseca@sapo.pt

TRANSPARENTE



 Andamos talvez a morder as palavras
 No dia a dia, desfeito tédio das noites
 Em tempestades particulares já nossas
 Grito nos escombros em verdes sulcos

Ramos inclinados escondidos esticados
De joelhos sozinha, parece já assustador
Banho solitário no toque suave do vento
A harmonia dorme o pensamento abatido

Deleito-me nas palavras, escritas na pele
Procurando um abrigo para minha solidão
Desnudo-me no meu intenso sentimento
Zelando o mar repleto de muitas emoções

De um ser que vive na felicidade do amor
Andamos a morder as palavras no dia a dia
Sentimento tão transparente aos teus olhos
Tu consegues desnudar-me o corpo, a alma.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca