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ISABEL MORAIS RIBEIRO FONSECA

castelafonseca@sapo.pt

UM DO OUTRO

As noites quentes frias de inverno

passados a lareira, vinho no copo

Com ar livre de prazeres

Das noites frias de inverno que nos reserva

Onde é bom descobrir

Amar num jantar feito ao luar numa noite de inverno

Sentados num cobertor de lã de ovelha

Quentinhos, juntinhos, estamos

Sentimos o corpo a queimar

Fogo da paixão que arde

Como as labaredas da lareira acesa

Queima o corpo, une-se o beijo

Aroma de pinho, carvalho, sombreiro a arder

Uma mistura de perfumes perfeitos da natureza

-Vinho doce da minha vinha -

Uva trepadeira de morangueiro, doce vinho nas noites frias

Bebo o teu lindo néctar doce

Sinto quando me abraças, perto da lareira no inverno

Na sombra fresca do verão

Doce e maduro no túnel da paixão

Destilo-te em cada instante perto do peito

Amadureço-te, por um longo tempo o teu aroma

Adega fresca, pipa cheia de amor

Brindar e tilintar dos copos das taças

Dos encontros do teu sabor

Deste teu néctar divino doce vinho dos deuses

Quero viver, beber ao teu lado, nas noites frias da minhas vida..!